Indíce
Se estás à procura de informação sobre ácido glicólico, provavelmente, também já te perguntaste: “isto não me vai queimar a pele?” Pessoalmente, recebo dezenas de vezes esta pergunta em contexto de farmácia e acompanhamento dermocosmético.
Não vai, desde que acertes na concentração e na frequência. O ácido glicólico é um esfoliante químico da família dos AHA e é um dos ativos mais estudados em dermocosmética para textura irregular, pele baça e manchas.
Neste guia explico-te para que serve o ácido glicólico, que percentagem faz sentido no teu caso, como o introduzir sem irritação e respondo à dúvida prática: aplicas antes ou depois do hidratante?
O que é o ácido gligólico?
O ácido glicólico é um alfa-hidroxiácido (AHA) e é o mais pequeno da família. Encontra-se naturalmente na cana-de-açúcar, na uva e na beterraba, mas o que está na esmagadora maioria dos cosméticos é sintetizado em laboratório e é exatamente a mesma molécula.
É hidrossolúvel, o que significa que atua à superfície e não entra nos poros como o ácido salicílico. Por ser uma molécula pequena, atravessa com facilidade o estrato córneo, a camada mais externa da pele.
Ali, funciona como solvente da matriz que mantém os corneócitos (as células mortas) colados. Ao dissolver essa “cola”, as células soltam-se gradualmente em vez de serem raspadas. É esta a diferença face a um esfoliante mecânico: não há atrito, não há microlesões, a superfície fica mais regular.
Com o tempo, esta renovação mais rápida traduz-se num estrato córneo mais organizado e numa pele que reflete melhor a luz, o famoso “viço”, e há evidência de que estimula também a produção de componentes da derme, como o colagénio.

Para que serve o ácido glicólico?
O ácido glicólico serve para esfoliar a pele quimicamente. Solta as ligações entre as células mortas da camada mais superficial e, ao fazê-lo, deixa a pele mais lisa, mais luminosa e com o tom mais uniforme.
Na prática, é usado sobretudo em pele baça, com textura irregular, poros visíveis, manchas pós-acne e hiperpigmentação superficial.
Em pele com tendência acneica ajuda a manter os poros menos obstruídos. É importante que fique claro: é um cosmético. Melhora o aspeto da pele, não trata uma doença dermatológica.
O que podes esperar dele:
- Textura mais uniforme e pele mais macia ao toque
- Mais luminosidade em pele que anda baça
- Atenuação de manchas na pele superficiais, sobretudo as que sobram depois de uma borbulha
- Poros visualmente menos evidentes
- Menos obstrução dos poros em pele oleosa
- Alguma melhoria em rídulas, com utilização prolongada
Leitura recomendada: Diferenças entre AHAs e BHAs
Que resultados podes esperar e em quanto tempo?
As primeiras mudanças aparecem depressa e são as mais superficiais: textura e luminosidade notam-se em duas a quatro semanas. O que envolve pigmento demora bem mais, conta com oito a doze semanas de uso consistente antes de avaliar o efeito em manchas.
É por isso que tanta gente desiste na terceira semana convencida de que o produto não funciona.
| Preocupação | Prazo indicativo | O que muda | Limitação |
|---|---|---|---|
| Textura e maciez | 2 a 4 semanas | Pele mais lisa ao toque | Regride se parares |
| Luminosidade | 2 a 4 semanas | Menos aspeto baço | Depende também da hidratação |
| Poros visíveis | 4 a 8 semanas | Menos obstrução, aparência mais fina | Não altera o tamanho real do poro |
| Manchas pós-acne | 8 a 12 semanas | Atenuação gradual | Só nas manchas superficiais |
| Rídulas | 12 semanas ou mais | Melhoria ligeira | Efeito modesto face ao retinol |
O que o ácido glicólico não resolve: melasma profundo, cicatrizes de acne em relevo ou em depressão, rosácea. Se é esse o teu caso, o caminho passa por uma avaliação dermatológica e não por um cosmético.


Como utilizar o ácido glicólico?
Sobre pele limpa e seca, à noite, a começar por duas vezes por semana, e com protetor solar FPS 50 todas as manhãs enquanto estiveres a usar. Estas quatro condições não são negociáveis. O resto é ajuste.
A rotina noturna completa fica assim:
- Desmaquilha e lava o rosto com o teu produto de limpeza habitual.
- Seca bem com uma toalha, sem esfregar. Se aplicares o ácido sobre pele húmida, a absorção aumenta e a irritação também.
- Espera um minuto ou dois. Pele mesmo seca, não quase seca.
- Aplica o produto com ácido glicólico, evitando o contorno dos olhos, as asas do nariz e os lábios.
- Espera cerca de cinco minutos.
- Aplica o hidratante.
- De manhã, protetor solar. Sempre.
De manhã ou à noite?
À noite, por duas razões. A pele fica temporariamente mais sensível à radiação UV depois da aplicação, e à noite não há exposição solar. Além disso, a renovação celular é mais ativa de noite.
A exceção são as fórmulas que já trazem proteção solar incorporada, pensadas para uso diurno. Nesses casos, segue a indicação da marca.
Com que frequência começar
Não comeces todos os dias. Este é o erro que mais vejo e que mais gente faz abandonar o ingrediente.
| Semana | Frequência | Sinal para avançar | Sinal para travar |
|---|---|---|---|
| 1 | 2 noites, não seguidas | Sem ardor no dia seguinte | Vermelhidão que persiste de manhã |
| 2 | 2 a 3 noites | Pele confortável | Sensação de repuxamento constante |
| 3 | 3 noites | Textura já a melhorar | Descamação em placas |
| 4 e seguintes | 3 a 4 noites, ou conforme tolerância | Estabilidade | Qualquer ardor que dure mais de 10 minutos |
Chegar às quatro noites por semana é suficiente para a maioria das pessoas. Utilização diária só com concentrações baixas, em fórmulas pensadas para isso, e depois de meses de adaptação.
Que quantidade aplicar
Menos do que pensas. Num tónico, um disco de algodão ligeiramente humedecido chega para o rosto todo. Num sérum, três a quatro gotas. Num creme, o equivalente a uma ervilha. Aplicar mais não acelera resultados, só aumenta o risco de irritação.
Ácido glicólico antes ou depois do hidratante?
Primeiro o ácido glicólico, depois o hidratante. A regra geral nas rotinas de cuidado é aplicar do produto mais fluido para o mais espesso, e o hidratante aplicado antes forma uma barreira que limita o contacto do ácido com a pele.
Deixa passar cerca de cinco minutos entre os dois. Não é preciso mais do que isso.
O hidratante a seguir não anula o efeito do ácido. Pelo contrário: reduz a sensação de repuxamento e ajuda a manter a barreira cutânea em condições, que é precisamente o que queres enquanto esfolias com regularidade. Procura fórmulas com ceramidas, ácido hialurónico ou niacinamida.
Quando faz sentido inverter a ordem
Existe uma técnica chamada buffering: aplicar o hidratante primeiro e o ácido por cima, ou misturar os dois na palma da mão. Funciona como amortecedor.
Faz sentido se tens pele reativa, se estás nas primeiras semanas, ou se sentiste ardor na última aplicação. Tem um custo: a ação do ácido fica mais suave. Mas uma esfoliação mais suave que consegues manter vale mais do que uma esfoliação forte que te obriga a parar oito dias para recuperar.
Dica de farmacêutica: quando alguém me diz que “não tolera ácidos”, na maioria das vezes o problema não é o ingrediente. É ter começado todas as noites, com o produto errado, sem hidratante a seguir.
Que concentração de ácido glicólico deves escolher?
A concentração deve corresponder à experiência da tua pele com ácidos, e não à gravidade do problema que queres resolver. Uma pele que nunca usou AHA não tolera 15% só porque tem muitas manchas — vai irritar-se e o resultado será pior.
| Concentração | Perfil | Frequência sugerida | A ter em conta |
|---|---|---|---|
| 4% a 5% | Primeira vez com ácidos, pele reativa | 2 a 3 noites por semana | Resultados lentos mas muito bem tolerado |
| 7% a 8% | Iniciante com pele normal a oleosa | 2 a 3 noites por semana | O ponto de entrada mais comum |
| 10% | Pele já habituada a AHA | 2 a 3 noites por semana | Exige hidratante e FPS 50 rigorosos |
| 15% ou mais | Pele tolerante, utilização intensiva | 1 a 2 noites, ou em ciclos | Não usar em conjunto com outros ácidos |
| Acima de 20% | Uso profissional | — | Peeling em consultório, não para casa |
Porque é que o pH conta tanto como a percentagem
Um produto a 10% com pH 4,5 pode ser mais suave do que um a 7% com pH 3,2. A percentagem diz-te quanta molécula existe; o pH determina qual a fração que está na forma ativa capaz de esfoliar.
O problema é que quase nenhuma marca declara o pH no rótulo. Por isso, na prática, a percentagem é o único indicador que tens — e a razão pela qual dois produtos com a mesma percentagem podem comportar-se de maneira tão diferente na tua pele.
O que diz a regulamentação europeia sobre as concentrações
Esta parte quase nunca é explicada e vale a pena.
O comité científico da Comissão Europeia responsável pelos produtos cosméticos avaliou os AHA e, por princípio de precaução, recomendou que o ácido glicólico fosse usado em produtos de venda ao público até 4% e a pH igual ou superior a 3,8. Essa posição, adotada em 2000, foi mantida numa revisão de 2004, que concluiu que os dados então apresentados pela indústria não eram suficientes para a alterar. O mesmo parecer recomenda evitar o contacto com os olhos e proteger a pele da radiação UV durante a utilização.
Então porque é que compras legalmente um tónico a 7% ou um creme a 15%?
Porque esta recomendação nunca foi transposta para o Anexo III do Regulamento (CE) n.º 1223/2009, que é a lista das substâncias sujeitas a limites legais na União Europeia. O ácido glicólico não consta dessa lista. A segurança de cada produto é assegurada pela avaliação de segurança do produto acabado, feita antes da colocação no mercado, que tem em conta a fórmula completa, o pH, o tipo de produto e a zona de aplicação.
Ou seja: um produto a 10% vendido na Europa é legal e foi avaliado. Mas a recomendação científica de precaução existe, e é mais uma razão para não saltares diretamente para as concentrações altas.
Tónico, sérum, creme ou máscara: que formato escolher?
Escolhe pelo tempo de contacto e pela textura que a tua pele tolera, não pela promessa da embalagem.
| Formato | Melhor para | Frequência | A ter em conta |
|---|---|---|---|
| Tónico | Pele oleosa ou mista; utilização regular | 3 a 4 noites por semana | Fácil de aplicar a mais do que devias |
| Sérum | Pele já habituada; ação mais concentrada | 2 a 3 noites por semana | Precisa sempre de hidratante por cima |
| Creme | Pele seca ou que repuxa; esfoliação com conforto | 3 a 4 noites por semana | Concentrações geralmente mais baixas |
| Máscara de peeling | Utilização pontual, antes de um evento | 1 vez por semana | Respeitar o tempo de pose indicado |
| Gel de limpeza | Primeiro contacto muito suave | Diária | Tempo de contacto curto, efeito ligeiro |
Se estás a começar e não sabes por onde pegar, um creme ou um tónico de concentração baixa são a escolha mais segura.
Com que ativos podes combinar o ácido glicólico?
Combina bem com niacinamida, ácido hialurónico e ceramidas. Com vitamina C e retinol o problema não é incompatibilidade química; é irritação acumulada. A solução passa por separar no tempo, não por escolher um e abandonar o outro.
| Ativo | Podes combinar? | Como gerir |
|---|---|---|
| Niacinamida | Sim | Na mesma rotina, sem restrições |
| Ácido hialurónico | Sim | Ideal a seguir ao ácido |
| Ceramidas | Sim | No hidratante, logo depois |
| Vitamina C | Sim, com cuidado | Vitamina C de manhã, glicólico à noite |
| Retinol | Sim, com cuidado | Noites alternadas |
| Ácido salicílico | Sim, com cuidado | Zonas diferentes ou noites alternadas |
| Outro AHA | Não | Risco de irritação sem benefício adicional |
| Esfoliante mecânico | Não | Nunca na mesma noite |
Ácido glicólico e vitamina C
Ambos funcionam melhor em meio ácido, o que faz com que a combinação seja quimicamente possível. O que não recomendo é aplicá-los em sequência na mesma altura do dia, sobretudo no início — a soma de duas fórmulas ácidas numa pele não adaptada é um convite à irritação.
Vitamina C de manhã, ácido glicólico à noite. É simples e funciona.
Leitura recomendada: Benefícios da Vitamina C para o rosto
Ácido glicólico e retinol
Não os apliques na mesma noite. São dois ativos que aceleram a renovação da pele por vias diferentes e, juntos, aumentam bastante o risco de descamação e sensibilização.
Alterna: uma noite glicólico, a noite seguinte com retinol, e nas restantes só hidratante. Se a tua pele for reativa, dá-lhe duas noites de descanso entre cada ativo.
Lê também: Para que serve o retinol na pele?
Ácido glicólico, niacinamida, ácido hialurónico e ceramidas
Esta é a companhia certa. A niacinamida ajuda a reforçar a barreira cutânea e a atenuar a vermelhidão, o ácido hialurónico retém água, e as ceramidas repõem os lípidos. Num plano de esfoliação regular, são o contrapeso.
Leitura recomendada: Niacinamida: para que serve e quais os benefícios?
Ácido glicólico, láctico, mandélico ou salicílico: qual é o mais indicado para ti?
Não há um vencedor absoluto. A escolha certa depende do tipo de pele e da tolerância, não da potência.
| Ácido | Tipo | Melhor para | Tolerância |
|---|---|---|---|
| Glicólico | AHA | Textura, tom, manchas superficiais | Média |
| Láctico | AHA | Pele seca; também hidrata | Boa |
| Mandélico | AHA | Pele sensível ou tons de pele mais escuros | Muito boa |
| Salicílico | BHA | Pele oleosa, poros obstruídos, acne | Média |
| PHA (gluconolactona) | PHA | Pele muito reativa ou com rosácea | Excelente |
Se tens pele sensível e o glicólico te irrita, o mandélico é o caminho mais lógico: a molécula é maior, penetra mais devagar e a irritação é menor. Se o teu problema principal são pontos negros e poros obstruídos, o salicílico resolve melhor, porque é lipossolúvel e entra no poro.
Leitura recomendada: Para que serve e como usar ácido salicílico
Quem não deve usar ácido glicólico
Evita se tens lesões abertas, feridas recentes, queimadura solar ou a barreira cutânea claramente comprometida. Nestes casos o ácido não vai ajudar, vai agravar.
Precisam de avaliação profissional antes de começar:
- Quem tem rosácea, dermatite atópica ou dermatite seborreica em fase ativa
- Quem está a usar tratamento tópico prescrito para a pele
- Quem faz ou fez recentemente tratamento com isotretinoína oral
- Quem tem antecedentes de reação alérgica a ácidos
Gravidez e amamentação
As fórmulas cosméticas com ácido glicólico aplicadas na pele têm absorção sistémica muito baixa e são geralmente consideradas de baixo risco durante a gravidez e a amamentação. Isto não é o mesmo que dizer que são seguras para toda a gente em qualquer circunstância.
O que recomendo: fala com o médico ou com o farmacêutico que acompanha a tua gravidez antes de introduzir qualquer ativo novo, e prefere concentrações baixas. Peelings profissionais com concentrações elevadas ficam para depois.
Um aviso adicional: a gravidez aumenta a tendência para manchas, e a proteção solar rigorosa é mais importante do que qualquer esfoliante nesta fase.
Pele sensível, rosácea e dermatite
Pele sensível não exclui automaticamente o ácido glicólico, mas muda a abordagem. Começa por 4% a 5%, uma noite por semana, sempre com hidratante a seguir e de preferência com buffering nas primeiras semanas.
Na rosácea a história é diferente. A esfoliação química tende a agravar a vermelhidão e o ardor, e o ácido glicólico não é a minha primeira escolha. Se quiseres esfoliar, os PHA são bastante mais toleráveis e vale a pena falar com um dermatologista antes.
Leitura recomendada: Pele sensível: sinais a que deves estar atenta
Que efeitos secundários pode causar e como reduzi-los
Os mais frequentes são ardor ligeiro na aplicação, descamação fina e vermelhidão transitória. O mais relevante do ponto de vista de segurança é outro: o aumento da sensibilidade à radiação UV.
Isto não é um aviso de rotina. A avaliação científica europeia registou que a aplicação de AHA aumenta o dano provocado pelos UV na pele, e que formulações com 2,5% a 4% de ácido glicólico a pH 3,5 conseguiram reduzir a dose mínima necessária para provocar eritema. Não foi possível estabelecer uma concentração abaixo da qual este efeito desapareça. É por isso que o protetor solar não é opcional — mesmo em concentrações baixas, mesmo no inverno.
Como distinguir adaptação normal de irritação a sério:
- Normal: formigueiro durante 1 a 2 minutos após aplicar; descamação fina nas primeiras semanas; ligeira vermelhidão que desaparece em minutos
- Não é normal: ardor que dura mais de 10 minutos; vermelhidão que persiste na manhã seguinte; descamação em placas; sensação de pele “esticada” e quente; comichão intensa
Se surgir uma reação:
- Suspende o ácido glicólico e qualquer outro ativo.
- Lava só com água morna e um produto de limpeza suave.
- Aplica um hidratante simples com ceramidas, duas a três vezes por dia.
- Protetor solar FPS 50 todos os dias.
- Espera que a pele normalize por completo, o que costuma levar 7 a 14 dias.
- Retoma com metade da frequência anterior. Se repetir, muda de ácido ou procura aconselhamento.
Se aparecer inchaço, comichão intensa ou erupção extensa, interrompe e procura avaliação médica. Pode ser uma reação alérgica.
Erros mais comuns com ácido glicólico
- Começar todas as noites. É a causa número um de abandono.
- Aplicar sobre pele húmida. Aumenta a absorção e a irritação. Seca bem.
- Juntar com esfoliante mecânico. Escolhe um dos dois.
- Parar à primeira descamação. Descamação fina nas primeiras semanas é esperada.
- Saltar o protetor solar ao fim de semana. É precisamente quando estás mais tempo na rua.
- Usar mais produto para acelerar resultados. Só acelera a irritação.
- Trocar de produto de três em três semanas. Sem doze semanas consistentes não consegues avaliar nada.
- Escolher pela percentagem mais alta. A melhor concentração é a que a tua pele tolera sem queixas.
Quando deves procurar um farmacêutico ou dermatologista
Procura aconselhamento se:
- Tens rosácea, dermatite ou outra condição dermatológica diagnosticada
- Estás a usar medicação tópica ou oral para a pele
- As manchas são extensas, simétricas na face ou surgiram na gravidez — podem ser melasma, e o tratamento é outro
- A irritação se repete apesar de teres reduzido a frequência
- Estás grávida ou a amamentar
- Não sabes se o que tens são manchas superficiais ou cicatrizes
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui o diagnóstico ou aconselhamento de um médico, dermatologista ou farmacêutico. Se os sintomas forem persistentes, intensos ou se agravarem, procura aconselhamento profissional.
Perguntas frequentes
Posso usar ácido glicólico todos os dias?
Depende da concentração e da tolerância já estabelecida. Em concentrações baixas, em fórmulas pensadas para uso diário e depois de meses de adaptação, é possível. A começar, não. Três a quatro noites por semana é o que funciona para a maioria das pessoas.
Quanto tempo demora a fazer efeito?
Textura e luminosidade melhoram em duas a quatro semanas. Para manchas, conta com oito a doze semanas de utilização consistente antes de tirares conclusões.
Posso usar ácido glicólico grávida ou a amamentar?
As fórmulas cosméticas de aplicação tópica têm absorção muito reduzida e são geralmente consideradas de baixo risco, mas a decisão deve ser validada com o profissional de saúde que te acompanha. Prefere concentrações baixas e evita peelings profissionais.
Posso usar ácido glicólico se tenho rosácea?
Não é a minha primeira escolha. A esfoliação química tende a agravar a vermelhidão e o desconforto na rosácea. Se quiseres esfoliar, os PHA são mais toleráveis — e vale a pena falar com um dermatologista antes.
A descamação é normal? Devo parar?
Descamação fina nas primeiras semanas é esperada e não é motivo para parar. Descamação em placas, com vermelhidão que persiste na manhã seguinte, é irritação. Aí sim, suspende.
Posso usar ácido glicólico no verão?
Podes, com protetor solar FPS 50 aplicado de manhã e reaplicado ao longo do dia. Se vais estar muitas horas ao sol ou de férias na praia, reduz a frequência para uma ou duas noites por semana.
Posso usar ácido glicólico no corpo?
Sim. Pescoço, decote, braços, cotovelos e joelhos respondem bem, e é uma boa opção em pele com aspeto áspero. A pele do corpo tolera melhor do que a do rosto, mas as regras de proteção solar mantêm-se.
O ácido glicólico serve para as manchas de acne?
Serve para as manchas castanhas ou avermelhadas que ficam depois de uma borbulha sarar, que são superficiais. Não atua em cicatrizes em relevo ou em depressão, essas exigem procedimentos dermatológicos.
Fontes
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- SCCNFP/0370/00 — Position paper on the safety of alpha-hydroxy acids, 28 de junho de 2000.
- Regulamento (CE) n.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativo aos produtos cosméticos.
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